Uma gravação divulgada neste sábado nas redes sociais
movimentou Facebook, WhatsApp e outros espaços virtuais dos hamburguenses. No
áudio, um suposto diálogo entre duas atendentes da Fundação de Saúde Pública de
Novo Hamburgo e o vereador Vilmar Heming (PDT) – que é enfermeiro – destaca uma maneira para conseguir atestado médico mesmo sem problema de saúde. O nome de um médico também aparece
na gravação. Esse caso trouxe à tona uma provável prática de distribuição de
atestados médicos de forma ilegal e irregular no sistema de saúde pública no município. Na conversa, há a indicação do
médico que, mediante R$ 50,00, conseguiria atestados médicos.
No final da tarde deste sábado, a Prefeitura de Novo
Hamburgo divulgou a seguinte nota oficial:
“A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informa
que abrirá sindicância para apuração de uma suposta fraude na distribuição de
atestados médicos. O fato está sendo divulgado pelas redes sociais na internet.
O profissional referido na conversa gravada já não faz parte do quadro de
médicos há pelo menos dois meses. A FSNH também realizará uma análise em todos
os atestados médicos apresentados pelos seus colaboradores, pois o volume de
faltas injustificadas e quantidade de atestados foram problemas encontrados
pela direção. A divulgação da gravação reforça ainda mais as medidas que vinham
sendo adotadas.”
A reportagem do Portal Martin Behrend conversou também no
final da tarde deste sábado com o vereador Vilmar Heming. Ele nega qualquer
participação e lamenta esse tipo de divulgação exatamente no período de
campanha. “Isso tem cara, inclusive, de fogo amigo. Pessoas próximas que
pretendem me derrubar. Minha campanha vai bem e isso incomoda muita gente”,
destaca. Ele avalia que prováveis concorrentes dentro do próprio governo e com CCs na área da saúde podem ter montado essa situação, mas não descarta, com menores chances, de ser uma ação com nomes da oposição.
Sobre a gravação, Heming diz que é um áudio com claros sinais de ter
sido obtido de forma ilegal, com cortes e edições. “Não é possível identificar
corretamente de quem são as vozes. É uma gravação clandestina e envolve uma
conversa informal de pessoas. Aproveito para ressaltar que não estou sendo investigado
por qualquer situação. Não estou envolvido em rolo ou falcatrua”, destaca. Ele
informa que, se necessário, deverá registrar Boletim de Ocorrência (BO).
O diálogo pode ser conferido no link a seguir: https://www.facebook.com/joelgarciars/videos/13525…

























