Da última vez em que a reportagem do Portal Martin Behrend
esteve visitando a Avenida dos Municípios no trecho que espera uma ponte há
mais de 20 anos, foi feita uma promessa: só se voltaria quando aparecessem as
máquinas. Era muita promessa para uma das mais vergonhosas novelas envolvendo
infraestrutura no Vale do Sinos.
Eis que nesta segunda-feira aconteceu o que vinha sendo
esperando há anos: começaram as obras no local. Uma equipe de oito
trabalhadores da empresa Engenharia e Pesquisas Tecnológicas (EPT), de Porto
Alegre, passou a trabalhar no local com um caminhão e uma retroescavadeira.
Eles começaram a mexer na terra e erguer a estrutura que receberá um contêiner e
servirá de base para os envolvidos na construção.
A articulação para tirar a obra do papel teve como um dos
protagonistas o atual secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes (PMDB).
Embora com os cofres raspados no Palácio Piratini, ele trabalhou internamente para garantir cerca
de R$ 2 milhões a fim de que a obra tenha começo, meio e fim. Desta forma, foi
dada autorização para o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer)
iniciar a ponte sobre o Arroio Pampa. Não há um prazo confirmado para a conclusão do investimento.
A Avenida dos Municípios interliga Novo Hamburgo e Campo
Bom, sendo uma importante via alternativa para quem circula no eixo
Sapiranga-São Leopoldo. Quem está circulando na ERS-239, por exemplo, poderá ir
para São Leopoldo sem precisar ir até a BR-116. Com a ponte concluída, será
criada mais uma rota para desenvolvimento regional e para as empresas despacharem
suas mercadorias. A estrada está toda asfaltada, embora seja necessária reparos
em alguns trechos, já que o asfalto cedeu. Além disso, tem muita sujeira em
função do estado de semi-abandono da avenida.
Alceu Collares (PDT), Antonio Britto (PMDB), Olívio Dutra
(PT), Germano Rigotto (PMDB), Yeda Crusius (PSDB) e Tarso Genro (PT) foram
governadores e não conseguiram concluir esta ponte de cerca de 50 metros.
Agora, José Ivo Sartori (PMDB) está prestes a encerrar uma das mais vexatórias
provas da letargia do governo estadual nas últimas duas décadas.

























