Cláudia Schenkel tem um desafio e tanto pela frente. A ex-prefeita
de Picada Café deixou para trás um certo romantismo no simpático município que
recebe os visitantes da Região das Hortênsias para encarar o ritmo intenso de Novo
Hamburgo, uma das locomotivas econômicas do Rio Grande do Sul. De uma cidade
com menos de 10 mil habitantes ela veio assumir um cargo fundamental numa
cidade com cerca de 250 mil moradores.
Cláudia é a atual presidente da Fundação de Saúde Pública de
Novo Hamburgo (FSNH), que tem cerca de 1.950 servidores sob seu guarda-chuva.
Os desafios são muitos envolvendo Hospital Municipal, UPA Canudos, Pronto
Atendimento do Centro, Unidades de Saúde da Família, Unidades Básicas de Saúde,
Farmácia Comunitária, CAPS, Samu, entre outras atuações.
Na semana passada, Cláudia recebeu a reportagem do Portal
Martin Behrend na UPA Canudos para uma entrevista exclusiva. Junto com ela
estavam o coordenador médico da UPA, dr. Lauro Brum Barbosa, e a gerente da UPA
Canudos, Miriam Suzana Basso Lehmann. Confira a seguir alguns dos assuntos
abordados na reportagem e os esclarecimentos de Cláudia Schenkel.
Dívida de 16 milhões – Valor em aberto foi deixado pelo
governo do ex-prefeito Luis Lauermann (PT). Embora tenha havido repasse do governo
do Estado no final do ano, nem todos valores foram repassados para a FSNH. “Temos
dívidas importantes em aberto. Vamos trabalhar para ir solucionando os
problemas priorizando os emergenciais”.
Dívida com a RGE Sul – Uma das principais dívidas envolve a
RGE Sul. Como a energia elétrica do Hospital Municipal não pode ser cortada por
questões de perfil de atendimento, a FSNH vai “pedalando” esse rombo. Em outras unidades
de saúde a situação é mais delicada. Nesta semana, por exemplo, a energia foi
cortada no CRAS Canudos 2 – confira reportagem do Portal Martin Behrend: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… .
Campanha “Todos por uma FSNH mais segura” – Está sendo
colocada em prática uma campanha para trazer mais segurança e transparência na
identificação dos servidores da FSNH dentro do Hospital Municipal. A campanha
incentiva o uso de crachás e define outros regramentos. Será intensificada a
obrigação de uso de crachás para visitantes, acompanhantes ou para quem vez
fazer exames no Hospital Municipal. “Com regras mais claras teremos mais
segurança. Caso alguém esteja sem crachá teremos mais liberdade de abordar e
questionar o que está fazendo no hospital”. O local seguirá vigiado pela Guarda
Municipal, mas com apenas um guarda por turno se revezando nas 24 horas. A campanha será lançada na próxima semana.
Aniversário de 70 anos do Hospital Municipal – Em 1º de
novembro de 2017 o Hospital Municipal completa 70 anos. A campanha para
celebrar esta data foi lançado no ano passado pelo ex-presidente da FSNH, dr.
Leandro Minozzo. A ideia é seguir realizando eventos ao longo do ano dentro da
realidade orçamentária.
UPA Centro – A inauguração da UPA Centro, na Rua Visconde de
Taunay, ocorrerá em 2017. A afirmação é de Cláudia Schenkel. “Talvez ela não
esteja 100% concluída ou com 100% dos profissionais contratados, já que isso
depende de orçamento, mas vamos inaugurar a UPA neste ano”, garante. Segundo
ela, a obra está na fase final de acabamentos e houve um aditivo prorrogando a conclusão
dos serviços para abril. “Também teremos de ver se há todos recursos
disponíveis para equipar a UPA com mobiliário e equipamentos”, explica.
UPA Canudos – Cerca de 400 atendimentos são realizados por
dia na UPA Canudos, que tem três clínicos e dois pediatras, além de um médico
rotineiro, atuando de forma permanente. As estatísticas de 2017 apontam que
mais de 95% dos pacientes são atendidos em menos de duas horas, estando dentro
do que é preconizado mundialmente pelo Protocolo de Manchester e a classificação
de risco de cada pessoa (cores vermelho, laranja, amarelo, verde e azul). No
primeiro dia de fevereiro, por exemplo, mais de 300 pessoas foram atendidas em
menos de duas horas – apenas em três casos o atendimento demorou até três
horas, mas ainda estando dentro do Protocolo de Manchester. “Nosso objetivo é
melhor o acolhimento, a chegada do paciente. Estamos dialogando bastante e
ouvindo as pessoas. Temos como qualificar esse atendimento e diminuir ainda
mais o tempo de espera”.
Hospital Municipal – Existem obras em andamento e outras projetadas O objetivo é seguir o cronograma do que foi estipulado, mas sempre de olho na capacidade de investimentos. E tentar minimizar os impactos das obras na rotina do hospital, fato que gera queixas frequentes de pacientes e acompanhantes.

























