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Parada há três anos e meio, duplicação da Rua Rincão não tem previsão de ser retomada

Processos judiciais de proprietários dos terrenos a serem parcialmente desapropriados emperram a conclusão da obra

28 de Junho, 2017 às 16:33

Obras de duplicação esperam conclusão e situação incomoda comunidade

Por: DOC - Agência de Conteúdo


A previsão de conclusão era maio de 2013. Mais de quatro anos depois do prazo estipulado pela prefeitura de Novo Hamburgo, a duplicação da Rua Rincão, na divisa com Estância Velha, não tem sequer prazo para ser retomada. Interrompida desde janeiro de 2014, a obra que deveria duplicar um trecho de 800 metros foi paralisada com cerca de 70% de conclusão.


A interrupção se deu por processos judiciais movidos por moradores e empresas que não concordaram com os valores oferecidos pela prefeitura para as desapropriações de parte de seus terrenos. Em nota, a Secretaria de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários informa que “os trabalhos foram interrompidos, sem previsão de tempo para a retomada, devido a desapropriações pendentes no local. O orçamento para o término da obra é entorno de R$500 mil, mais o valor das desapropriações”.



Iniciada ainda no governo de Tarcísio Zimmermann (PT) em setembro 2012, um mês antes das eleições municipais daquele ano, a obra estava orçada em R$ 1.345.930,59, com recursos financiados em um convênio entre a prefeitura e a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). A obra desafogaria uma importante via de ligação da cidade, o que até agora não se concretizou.



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Em reportagem publicada pelo Portal Martin Behrend em 2014, a administração de Luís Lauermann (PT) afirmava que “antes do início das Obras, a Prefeitura realizou três audiências públicas com os moradores da região para tirar suas dúvidas com relação a imposto de melhoria, custo de obra, metragem e doações. Nestas audiências foi atingida a totalidade dos moradores, iniciando então o processo de visitação em todas as residências e empresas que fossem de alguma forma atingidas pelas Obras”.



Mesmo com a “totalidade de moradores” sendo envolvidos nas discussões, a prefeitura iniciou a obra sem a segurança jurídica necessária para que ela fosse concluída. O resultado é um cenário de transtornos, poeira e lixo. Cenário este que, como exposto na nota da terceira administração que tem contato com o projeto, não tem previsão de ser alterado.

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