O próximo dia 28 de setembro deve representar um marco na
trajetória pessoal e profissional do advogado tributarista Antonio Claudemir Weck,
53 anos. Nesta data, está programada sua filiação ao Partido Progressista (PP)
de Novo Hamburgo. Diversas lideranças progressistas foram convidadas a
prestigiar o momento, entre elas a senadora Ana Amélia Lemos (PP).
Mas não é uma simples adesão a uma agremiação política. Ele
mira outubro de 2018: Weck pretende se lançar como pré-candidato a governador
pelo PP. “Sou conhecido por ter posicionamentos, pela minha personalidade forte
e, principalmente, por ser um homem de ação. Acredito que possa contribuir para
nosso Estado projetar seu futuro”, avalia.
Entre as sinalizações de apoio já recebidas, estão cerca de
30 prefeitos do PP pelo Estado, dois deputados estaduais – um deles é João
Fischer, o Fixinha – e outras lideranças regionais. Em outubro de 2018, o PP
deverá investir forte na reeleição de Ana Amélia para o Senado. Já para
disputar o Palácio Piratini, a sigla ainda não sabe se buscará um novo nome,
apostará em nome tradicional do partido ou se buscará compor alguma chapa. Weck
quer ser o nome da renovação.
Natural de Porto Alegre, Antonio Weck tem grande relação com Novo
Hamburgo. No passado, foi modelista técnico de calçados e ajustador mecânico em
empresa do município. Atualmente, ele tem seu escritório de advocacia em prédio
na Rua Bento Gonçalves, onde também está outra empresa que preside, na área de
inteligência em soluções tecnológicas. Na juventude, militou no antigo MDB de Esteio.
A situação que mais angustia o advogado é a falta de
perspectiva do país. “Estamos com muita retórica e pouca ação. Precisamos
buscar nosso protagonismo, tanto Brasil como Rio Grande do Sul”, comenta. Na
visão de Weck, a transformação passa por grandes investimentos na educação e na
forma de ensino às novas gerações. “Essa qualificação é fundamental”,
acrescenta.
Weck projeta que o próximo governador deverá ter a
capacidade de preparar o Estado para o futuro. “Não vai adiantar fazer
promessas. O governo não consegue nem pagar os salários em dia dos servidores.
Nosso Estado precisará ter uma agenda mínima para que consigamos nos preparar
para acelerar o desenvolvimento”, detalha. Ele acredita que a força do PP no
interior pode fazer a diferença e vislumbra crescimento na Região
Metropolitana, onde, por exemplo, a sigla tem o vice-prefeito de Porto Alegre,
Gustavo Paim, e o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal.
O advogado conta que escolheu PP por algumas linhas programáticas,
como uma visão mais liberal de lideranças da sigla, embora ele destaque que os
próprios partidos precisem se adequar à realidade. Entre pontos que ele
defende, está uma menor intervenção do Estado e menos assistencialismo. “Criaram
um conceito de que o Estado precisa fazer tudo, oferecer tudo, gerenciar tudo. E,
dessa forma, as pessoas não se consideram responsáveis por certas questões na
sociedade”, reflete. “Precisamos dar mais independência à população e fazer
menos assistencialismo”, resume.
Formado em Direito pela Unisinos, casado, pai de dois
filhos e morador de Novo Hamburgo, Antonio Weck está na contagem regressiva para este novo desafio. Na sua
caminhada será preparada uma cartilha com 11 compromissos da sua caminha
político – mesmo número do partido. “Acredito na criação de uma agenda estável
para garantir um futuro mais próspero para nosso Estado”, finaliza. Como se vê,
a disputa pela sucessão do governador José Ivo Sartori (PMDB) está esquentando. E pode ter um candidato com alma hamburguense no páreo.

























