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Faça exposição esdrúxula e ganhe dinheiro. Pergunte-me como.

Se tem dinheiro público, nada mais normal que o público demonstre seu descontentamento com a tal “arte”.

12 de Setembro, 2017 às 09:02

Obras da polêmica exposição que foi encerrada em Porto Alegre após boicote de clientes do banco. Divulgação

Você sabe por que não há praticamente mais programação infantil na TV aberta? Por causa do fim da propaganda. Nos anos 80 e 90, durante os comerciais dos programas infantis havia naturalmente propaganda voltada para crianças. Era o famoso “eu tenho, você não tem” das tesouras do Mickey ou o “compre batom” da marca de chocolates.


A classe política brasileira, esse grupo iluminado que sabe o que é bom para você e para seus filhos, entendeu que nossos brasileirinhos não estariam preparados para tamanha exposição. Eles estariam tendo contato com consumismo muito cedo. Ao verem a propaganda, não teriam condições de comprar o produto oferecido e horror dos horrores, os pais teriam de dizer “não”. Melhor proibir a indústria da publicidade inteira.


Como resultado, programas matinais como “Os Trapalhões” e desenhos animados como “Caverna do Dragão” foram substituídos pela Fátima Bernardes perguntando se é preferível salvar um traficante ferido a um policial. Ironicamente, muitos do que são contra a publicidade infantil sob pretexto da falta de maturidade para lidar com a propaganda de um brinquedo são paradoxalmente favoráveis a que estas mesmas crianças possam visitar a tal "mostra de arte" do banco Santander Cultural, em Porto Alegre, com algumas obras alusivas a zoofilia, a pedofilia e ao satanismo. E aí, como explicar?


“É arte, Rodrigo”. Certo, mas a exposição desta arte foi financiada com dinheiro público: R$ 800 mil especificamente. E se tem dinheiro público, nada mais normal que o público demonstre seu descontentamento com a tal “arte”. Aliás, a mostra foi organizada por um banco que lucrou R$ 2,3 bilhões apenas no segundo trimestre de 2017 e ainda assim requisitou R$ 800 mil de dinheiro público como apoio a exposição. O governo concedeu, é claro. A classe política brasileira sabe o que é bom.


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Dito tudo isso, aqui vai minha sugestão à Fundação Scheffel, espaço cultural e histórico de Novo Hamburgo que em 2015 teve de fechar as portas por falta de verba para sua manutenção: faça uma exposição feia com uma temática ofensiva, grosseira, que contenha objetos que afrontem o Cristianismo da forma mais baixa possível, tudo isso intercalado com desenhos toscos de meninos tendo relações com animais e de crianças em trajes provocantes. Certamente, para este tipo de arte há dinheiro, há muito dinheiro.


Se o Santander com seus lucros bilionários conseguiu, a Fundação Sheffel também conseguirá. Ou não?

Autor

Rodrigo de Bem Nunes

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