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Firmeza Pessoal

Por mais denso que parecia o mato, ele não se queixava e sabia que na sua jornada, pessoal, solitária e persistente, há de um dia ele chegar no final

12 de Janeiro, 2018 às 11:03

Balbuciava no coração do vivente uma alma candente que não se apagava ao maior vendaval. É claro que ele era mortal, mas trazia em si um encouraçado de experiências e sentimentos que chegava a dar medo à casca de tartaruga, sem deixar levar pelas rusgas, pairava em si mesma a certeza de que um dia, por mais que berrasse a cotia, ele exerceria sua força moral.


Chegava a ser “animal” aquela perseverança de dar no couro, mas mesmo que um agouro pairasse em sua terra natal, seu coração mortal se fazia presente e o sentimento que tem em toda gente se mostrava mais forte e sem igual.


Não sei se é verdade ou mentira que num determinado dia ele fora colocado em prova cabal. Suor, medo, expectativa, também faziam parte daquela vida, que mais corajosa do que consciente se jogava logo em frente, sem esperar alguém cair do alto. Por mais denso que parecia o mato, ele não se queixava e sabia que na sua jornada, pessoal, solitária e persistente, há de um dia ele chegar no final.


O final, na ideia dele, era uma simples ideia, agigantada de vontade, não só pela metade, mas que ultrapassava as barreiras de si e se espargia como o brilhar do céu de anil. Seguiu sempre em frente, apesar das contrariedades e opiniões dos viventes, ele se manteve contente, conquistando o principal.


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O que seria o final: o pote de ouro, uma guaiaca nova ou um segredo imortal??? Nada mais do que si mesmo, encontrado a custa do medo, do incerto, afinal. Era uma viagem só de ida que não tinha a menor despedida, aplausos ou plateia desigual. Somente a própria consciência, calma, aguerrida e paciente, a lhe esperar de braços abertos na aventura bonita da conquista desse maior presente: encontrar a si, sem meios termos, e, sim, com inteiros de mente, corpo e espírito.


A novidade seria que ele nunca mais voltaria a ser o que pensava que era, pois agora ele sabia quem era, não tinha senão a si na espera e , mais do que isso, não importava nada mais nada, somente o amor por si e por todos. Um amor sem mácula ou barreiras, parecido com uma linda cachoeira na imensidão de um coração infinito. E esse lugar, não tem concorrência, somente a coerência com o que cada um espera de si!


Obrigado, Martin, por permitir a esse simples obreiro um lugar sem receio no grande trabalho de servir! Com o coração em festa, essa pequena peça de um coração bagual a sorrir!

Autor

César Silva

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