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Adote um bode em 2018!

Muitos são os bodes para adoção em 2018. Um deles segue no sentido de buscarmos economia nos gastos públicos

02 de Fevereiro, 2018 às 07:05

Mais um ano vai começar no legislativo em Brasília e temo - ao final de mais 365 dias - chegar ao fim dele com a mesma sensação: passamos 2018 lendo notícias sobre política que nada - ou muito pouco, pouco mesmo - tenham a ver com a melhoria da qualidade de vida de nosso povo.


O país está quebrado - e junto com ele estados e municípios - e tudo que se lê sobre política em qualquer um dos níveis (federal, estadual ou municipal) é sempre a discussão por mais cargos, aumento de salários (deles), aumento de benefícios (deles e de outras pessoas ligadas a esfera pública), bate bocas em função de comerem coxinha ou pão com mortadela e por aí vai. Nada se discute sobre os REAIS problemas que assolam, assombram, assustam os brasileiros e - o pior - ao falarem de corte de custos NADA se corta na própria (deles) carne.


Se reduzem ou mantêm-se estagnadas verbas para educação, saúde, segurança, infraestrutura etc., mas não se economiza quando o assunto são salários e/ou benefícios para o setor público em qualquer um dos poderes (executivo, legislativo e judiciário) e esferas (nacional, estadual e municipal).


Daí acredito que seja urgente uma movimentação de toda sociedade - que está do lado de cá da força, aquela que PAGA a conta - no sentido de adotarmos os bodes em 2018.


Conta a estória que um homem estava muito infeliz em função das reclamações que ouvia, diariamente, dos seus familiares. Conversando com um amigo ouviu do mesmo a sugestão para colocar - imediatamente - um bode no meio da sala de sua casa. Mesmo sem entender o motivo desta ação assim o fez: levou um bode para dentro de casa e o amarrou na mesa de centro da sala.


A família - até então resmungona por situações normais e corriqueiras - se viu com um real problema: o fedor, a sujeira e a bagunça que o bode fazia dentro da sala. A partir de então todo o foco da família foi reclamar da presença do bode, não mais se importando com as pequenas reclamações anteriores. Passados alguns dias o pai - para resolver a situação que tanto incomodava a todos - resolveu levar o bode embora para alívio de toda família que - por ter se livrado do bode - terminou se esquecendo de reclamar dos corriqueiros problemas.


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Muitos são os bodes para adoção em 2018. Um deles segue no sentido de buscarmos economia nos gastos públicos e por isso foi o bode que indico para adoção este ano: diminuir a quantidade de pessoas do poder legislativo!


Por que temos que ter um poder legislativo tão inchado? 81 senadores, 513 deputados federais, 1.060 deputados estaduais e - absurdos - 57.847 vereadores? Se “pendurarmos” em cada um desses apenas 5 assessores diretos (o que sabemos ser um número subestimado) teremos ainda mais 297.505 salários a pagar ao final de cada mês, que somados aos eleitos chegarão a 357.006 salários mensais!


Não vou nem incluir na conta a quantidade de pessoas que “trabalham” no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, pois aí a quantidade de pessoas “penduradas" ficará tão fora do prumo que a melhor saída para quem paga a conta é realmente a do aeroporto mais próximo, pois os salários recebidos por esses felizes "trabalhadores" é muito acima do que qualquer ser normal recebe no mercado de trabalho.


Pare para pensar e escolha um bode para adotar. Se cada um de nós começar a colocar os bodes nas salas DELES certamente algo de bom sobrará - para NÓS - ao final de 2018.

Autor

Ricardo Gusmão

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