É um drama que se repete na Escola de Surdos.
Nesta terça-feira (28), cerca de 20 alunos da Escola
Estadual Keli Meise Machado, no bairro São José, que atende alunos surdos, não
puderam ser transportadas pela van que realiza o serviço de transporte. O
motivo: o péssimo estado de conservação dos pneus da van. A responsabilidade em
garantir a qualidade do equipamento é da Prefeitura de Novo Hamburgo.
Com o risco crescente de algum acidente, o motorista decidiu
não rodar com o veículo. Para esta quarta-feira, a solução foi conseguir pneus usados
emprestados para garantir a prestação do serviço.
A reportagem do Portal Martin Behrend buscou contato com a
Prefeitura. Foi enviado o seguinte esclarecimento:
“A Prefeitura de Novo Hamburgo informa que mantém o serviço de transporte que seria de responsabilidade do Estado, já que não se trata de uma escola municipal. E sempre que há problemas mecânicos, o veículo é encaminhado para conserto, respeitando os trâmites necessários de acordo com a lei em vigor.”
Informalmente, o Portal Martin Behrend apurou que a
licitação para compra de pneus atrasou por questões burocráticas, e por isso a
van não teve seus pneus trocados por novos.
NÃO É NOVIDADE
Esta pauta, infelizmente, não é novidade.
Em 2015, o Portal Martin Behrend abriu manchete destaca os
problemas do governo Lauermann (PT): “Van da Prefeitura fica sem pneus e
prejudica atividades em escola especial para surdos” – a matéria está no link http://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/10…
Em 2017, o problema foi com o governo do prefeito de São
Leopoldo, Ary Vanazzi (PT), que também tem alunos na Escola Keli Meise Machado:
“Veículo não recebe manutenção e alunos surdos ficam sem transporte para
deslocamento até escola em Novo Hamburgo” – a matéria está no link http://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/38…
Agora, em 2018, temos um governo do PSDB, da prefeita Fátima
Daudt. Mudaram as siglas, mas os problemas com a van da Escola de Surdos
continuam.
A Escola Estadual Keli Meise Machado tem sua sede no bairro
São José – ao lado do Colégio Estadual Senador Alberto Pasqualini. O nome
do educandário homenageia uma ex-aluna, que por ser surda acabou sendo
atropelada e veio a falecer. Apesar de carregar a palavra especial em sua
denominação, esta é uma escola cuja organização curricular segue a mesma ordem
de disciplinas e conteúdos de uma escola regular. A diferença é que as
atividades pedagógicas desenvolvidas pela escola, dentro de fora da sala de
aula, são realizadas através da utilização da Língua Brasileira de Sinais
(Libras).

























