O Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH) está convocando os quase dois mil professores das escolas municipais hamburguenses a protestarem contra a Reforma da Previdência apresentada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
A mobilização está programada para esta sexta-feira (8), a partir das 13h30, na Praça Punta del Este, junto à Estação Novo Hamburgo da Trensurb. As chamadas do sindicato para a manifestação são: “No Dia Internacional da Mulher, não queremos homenagens, queremos nossos direitos” e “Você quer trabalhar até morrer?”
A escolha da data – um dia normal de trabalho – deve interferir na vida de milhares de famílias de hamburguenses, que normalmente levam as crianças para as escolas no turno da tarde, mas que, nesta sexta-feira, poderão não encontrar professores para ministrar as aulas para seus filhos.
O presidente do SindProfNH, Gabriel Ferreira, projeta grande participação no movimento. “Acredito que teremos algo em torno de 80% de adesão de professores, em praticamente todas as escolas. Será paralisado o turno da tarde, então, a orientação do sindicato é não enviar (as crianças) neste turno para as escolas”, informa.
O sindicato ainda publicou uma informação no seu perfil no Facebook: “A recuperação do turno da tarde do dia 8, bem como de qualquer outro(s) dia(s) de paralisação ou greve que vier(em) a ocorrer, independente da sua motivação, será negociado posteriormente com a Administração Municipal. Não há nada em nenhuma legislação que imponha recuperação de forma imediata, primeiro pois este é um movimento legal, cuja notificação foi entregue com antecedência, segundo porque a carga horaria e os dias letivos do ano têm até o final deste para serem repostos. Desta forma, é garantida a participação de todos sem prejuízos à vida funcional. Já entramos em contato com a Smed para uma reunião na próxima semana para negociar a compensação.”
SMED
O Portal Martin Behrend conversou, nesta quinta-feira (7), com a secretária municipal de Educação de Novo Hamburgo, Maristela Guasselli. Ela diz que toda manifestação democrática é legítima, mas reforça que o município tem um calendário e uma carga horária a serem cumpridos, e que esse dia não trabalhado deverá ser recuperado em outro horário ou dia. “Temos todo um planejamento do ano letivo feito com seriedade, e temos um cronograma a ser respeitado”, informa.
Sobre a orientação do SindProfNH de não levar as crianças para as escolas no turno da tarde desta sexta-fera, Maristela destaca que cada escola, juntamente com sua direção, tem autonomia para buscar alternativas, bem como viabilizar uma reorganização dos professores. “As diretoras tem esse poder de decisão diante da realidade de cada escola”, salienta.
Uma sugestão para os pais das crianças: ligar para as escolas e confirmar antecipadamente se terão professores dando aulas normalmente. Segundo apurado pelo Portal Martin Behrend, em várias escolas professores estarão trabalhando e não vão aderir aos protestos. Ou seja, a rotina será normal para alguns trabalhadores da educação em Novo Hamburgo.

























